Quem já faz a diferença
Conheça empresas que lideram a inclusão de autistas e profissionais que conquistaram seu espaço. Histórias reais que provam: a neurodiversidade funciona.
Programas corporativos de referência
Empresas globais que provaram com resultados concretos que a inclusão de profissionais autistas é uma estratégia vencedora.
SAP
Autism at Work
Um dos programas pioneiros de inclusão de autistas no mundo corporativo. Lançado em 2013, o Autism at Work já inspirou mais de 125 empresas a criarem programas semelhantes.
Site oficial do programa (abre em nova aba)
Resultados
- Mais de 240 colaboradores neurodivergentes em 16 países
- Contribuição direta em patentes e inovações, segundo o CEO Christian Klein
- Melhoria nas habilidades de liderança dos gestores envolvidos
- Modelo replicado por mais de 125 empresas ao redor do mundo
Microsoft
Neurodiversity Hiring Program
A Microsoft redesenhou completamente seu processo seletivo para acolher candidatos neurodivergentes, substituindo entrevistas tradicionais por semanas de avaliação prática e integração.
Site oficial do programa (abre em nova aba)
Resultados
- Processo seletivo adaptado com avaliação prática de 4 dias
- Mentoria dedicada e suporte contínuo para novos contratados
- Profissionais atuam em engenharia, ciência de dados e design
- Programa expandido para múltiplas localidades globais
Specialisterne
Consultoria em Neurodiversidade
Fundada na Dinamarca por Thorkil Sonne, pai de um jovem autista, a Specialisterne conecta profissionais autistas a empresas e oferece treinamento e suporte. Presente no Brasil desde 2015.
Site oficial do programa (abre em nova aba)
Resultados
- Mais de 10.000 pessoas autistas empregadas em 25+ países
- Atuação no Brasil com parceiros corporativos relevantes
- Modelo replicado e reconhecido pela ONU e Fórum Econômico Mundial
- Taxa de retenção acima de 90% entre profissionais colocados
Histórias de profissionais autistas
Cada trajetória é única, mas todas compartilham uma verdade: com o ambiente certo, profissionais autistas prosperam.
* As histórias abaixo são ilustrativas, baseadas em experiências reais relatadas pela comunidade autista. Nomes e detalhes foram alterados para preservar a privacidade.
Rafael, 32 anos
Desenvolvedor de Software
São Paulo, SP
Diagnosticado aos 24 anos durante a faculdade de Ciência da Computação, Rafael enfrentou anos de desemprego após se formar. Descobriu a vaga PcD em uma empresa de tecnologia e hoje é desenvolvedor sênior. Seu hiperfoco em resolver bugs complexos o tornou referência na equipe.
“O diagnóstico não mudou quem eu sou, mas mudou como eu me entendo. Quando parei de tentar parecer neurotípico, meu trabalho melhorou muito.”
Camila, 27 anos
Analista de Qualidade
Curitiba, PR
Camila foi diagnosticada tardiamente, aos 22 anos. Após passar por três empregos onde não conseguia se adaptar ao ambiente sensorial, encontrou uma empresa com programa de neurodiversidade. Com adaptações simples — fones de ouvido e trabalho híbrido — sua produtividade disparou.
“Eu não precisava mudar quem eu sou. A empresa precisava mudar o ambiente. Quando fizeram isso, todo mundo ganhou.”
Pedro, 41 anos
Especialista em Dados
Belo Horizonte, MG
Com 20 anos de carreira, Pedro só recebeu o diagnóstico de TEA aos 38. Toda a sua trajetória profissional foi marcada por exaustão por mascaramento. Ao compartilhar o diagnóstico com seu gestor, recebeu apoio para adaptar sua rotina e hoje lidera projetos de análise de dados.
“Passei duas décadas fingindo ser alguém que não sou. O disclosure foi libertador — meu gestor disse 'agora faz sentido por que você é tão bom no que faz'.”
Ana Luísa, 24 anos
Designer UX
Florianópolis, SC
Diagnosticada na infância, Ana Luísa sempre soube do autismo. Entrou no mercado pelo programa de estágio inclusivo de uma startup de design. Sua atenção meticulosa a padrões de usabilidade e acessibilidade a tornaram uma peça fundamental na equipe de produto.
“Eu vejo os detalhes que outras pessoas não veem. Na área de UX, isso é um superpoder. Minha equipe aprendeu que diferente não é menos.”
Neurodiversidade em números
48%
mais rápidos em tarefas — relatório JPMorgan sobre seu programa Autism at Work
Fonte: HBR, 2017 (abre em nova aba)90%+
de retenção entre profissionais autistas colocados pela Specialisterne
Fonte: Specialisterne (abre em nova aba)92%
mais produtivos — profissionais do programa de neurodiversidade da JPMorgan
Fonte: HBR, 2017 (abre em nova aba)Sua empresa quer fazer parte dessa lista?
Comece hoje mesmo a construir um programa de neurodiversidade. Nosso guia tem o passo a passo completo para implementar a inclusão de autistas na sua organização.